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Atualmente, o uso de novas tecnologias e o meio digital estão cada vez mais inseridos na Medicina com softwares inteligentes que contribuem para o diagnóstico de inúmeras doenças, por exemplo. No seu ponto de vista, qual a importância desses softwares para a Medicina?

Acho que esse é um caminho sem volta. Obviamente, vamos precisar ainda mais de Inteligência Artificial, e não só no mundo da medicina. No Vale do Silício, já desde muito antes, mas de dez anos para cá só se fala nisso. A questão é nós irmos construindo esses caminhos de forma bastante sólida e segura. Um exemplo que eu mesmo vivi foi a transformação da eletroencefalografia analógica na digital. O eletroencefalograma analógico, na época, era considerado padrão ouro, era a verdade absoluta, inquebrável, aquilo era a verdade médica. Quando chegaram os equipamentos digitais, isso entre as décadas de 1980 e 1990, viu-se que as ondas não eram iguais. Claro, porque o modelo analógico tinha a inércia do equipamento interferindo no resultado, a energia cinética, o que não ocorre no digital, que é mais fidedigno. Mas isso era estranho para as mentes daquela época. Hoje, o analógico nem existe mais e o digital é feito a partir de equipamentos bem menores. O acesso ao exame ficou muito mais rápido e mais barato. Não adianta ser resistente ou ir contra a evolução da tecnologia. É inevitável que essa revolução aconteça, nós já estamos no meio dela. Então, quem não se adaptar aos sistemas de avaliação cognitiva de testagem para esse tipo de paciente em plataformas digitais vai estar totalmente ultrapassado em pouquíssimo tempo.

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